REVVOSInteligência de mercado
para locação por temporada
Agora Próximo feriado — —
Análise Dados · Balneário Camboriú

Balneário Camboriú: em 12 meses, média de anúncios ativos sobe 18,4% e receita por anúncio cai 4,6%

As noites vendidas cresceram, mas os anúncios cresceram mais rápido, e em agosto os imóveis de 4 quartos ou mais tiveram a maior alta de RevPAR.

Mesa de Dados REVVOSRedação REVVOS
9 out 2026, 11:264 min de leitura
WhatsApp LinkedIn
Vista de Balneário Camboriú a partir do mar, em 2019.
Vista de Balneário Camboriú a partir do mar, em 2019. Foto: Hayden Soloviev / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)
Em resumo
  • Segundo dados do PriceLabs exportados em 18/09/2026, Balneário Camboriú vendeu 16,1% mais noites entre set/2025 e ago/2026, mas a média de anúncios ativos subiu 18,4%.
  • A diária média dos 12 meses ficou estável e a ocupação média caiu de 58,7% para 56,1%; a soma das receitas médias mensais por anúncio nos 12 meses recuou de R$ 87.535 para R$ 83.506.
  • Em agosto de 2026, os imóveis de 4 quartos ou mais subiram a diária em 18,3% e ainda ganharam ocupação; os de 2 quartos foram os únicos com queda de RevPAR.

Balneário Camboriú vendeu mais noites de temporada nos últimos 12 meses, mas o ganho não chegou ao anúncio médio. Segundo o Market Dashboard do PriceLabs para o mercado geral da cidade, com dados exportados em 18/09/2026, as noites reservadas de setembro de 2025 a agosto de 2026 somaram 343.585, contra 295.822 no mesmo intervalo anterior: alta de 16,1%. No mesmo período, a média de anúncios ativos subiu de 1.634 para 1.935, avanço de 18,4%.

A diferença entre as duas linhas parece pequena, mas basta para mudar o resultado de quem opera. Somando a receita média mensal por anúncio dos 12 meses, o valor caiu de R$ 87.535 para R$ 83.506, recuo de 4,6%. A demanda cresceu, e a oferta cresceu um pouco mais rápido.

Mais anúncios disputando o mesmo hóspede

O avanço da oferta também aparece na contagem mensal. Em setembro de 2024, o PriceLabs registrava 1.412 anúncios ativos na cidade. Em setembro de 2025, eram 1.814, alta de 28,5% em um ano; em setembro de 2026, 1.986.

Na comparação dos 12 meses, a ocupação média recuou de 58,7% para 56,1%, queda de 2,6 pontos percentuais. A diária média ficou praticamente estável, em R$ 401,9 contra R$ 403,3. O efeito combinado aparece no RevPAR, a receita por noite disponível, que passou de R$ 259,8 para R$ 247,9. A queda também foi de 4,6%.

Na leitura da REVVOS, a combinação de diária estável, ocupação menor e oferta em alta tende a reduzir a receita por imóvel de forma gradual, mesmo com mais noites vendidas no total.

A alta temporada sentiu mais

O efeito foi mais nítido nos meses que mais pesam no ano. Em dezembro de 2025, o RevPAR foi de R$ 474, contra R$ 509 em dezembro de 2024 (-6,9%), com ocupação de 64% contra 68% e diária de R$ 735 contra R$ 749. Em janeiro de 2026, o RevPAR caiu de R$ 738 para R$ 679 (-8,0%). A ocupação foi de 89% para 85% e a diária, de R$ 828 para R$ 798.

A antecedência também encurtou. A janela média de reserva de janeiro caiu de 27 para 20 dias, e a de dezembro, de 22 para 20.

Agosto: média estável, resultados diferentes por tamanho

A comparação entre agosto de 2026 e agosto de 2025 mostra ocupação e RevPAR praticamente estáveis na média, com oferta e noites reservadas em alta. Os anúncios ativos subiram de 1.785 para 1.980 (+10,9%) e as noites reservadas, de 17.917 para 20.291 (+13,2%). A ocupação ficou em 37%, contra 38%. A diária média subiu de R$ 237 para R$ 250 (+5,5%) e o RevPAR foi de R$ 90 para R$ 92. A receita média por anúncio no mês passou de R$ 2.589 para R$ 2.628, alta de 1,5%.

A média, porém, esconde recortes que andaram em direções opostas. Os imóveis de 4 quartos ou mais cobraram diária de R$ 621, contra R$ 524,8 um ano antes (+18,3%), e ainda assim ganharam ocupação: 39% contra 36%. O RevPAR do grupo foi de R$ 191 para R$ 243, alta de 27,2%.

No outro extremo, os imóveis de 2 quartos perderam espaço. A ocupação caiu de 38% para 34% e o RevPAR, de R$ 82 para R$ 76 (-7,3%), com a diária quase parada (R$ 221,4 contra R$ 219,1). Os de 3 quartos repetiram o ano anterior, com ocupação de 36% e RevPAR de R$ 112 nos dois períodos. Studios e unidades de 1 quarto variaram pouco, com RevPAR de R$ 63 contra R$ 62.

Uma hipótese da REVVOS é que a concorrência tenha se concentrado nos segmentos intermediários, onde há mais unidades parecidas entre si. Os dados não mostram o tamanho dos anúncios que entraram no mercado, então é só uma hipótese, mas o padrão de agosto combina com ela.

Leitura REVVOSInterpretação da redação a partir dos fatos acima

Em Balneário Camboriú, com a base de anúncios crescendo acima das noites reservadas nos 12 meses, vale conferir se a diária do ciclo anterior ainda se sustenta. Vale acompanhar a ocupação do mercado semana a semana e ajustar preço na reta final, já que a janela de reserva de dezembro e janeiro encurtou na temporada passada. Para unidades de 2 quartos, as mais pressionadas em agosto, vale testar diferenciação (fotos, comodidades, regras de estadia mínima) antes de qualquer corte de diária.

Para a próxima temporada, segundo o mesmo painel do PriceLabs, o ritmo de reservas do Réveillon em 18/09/2026 estava à frente do ano passado. O período de 29/12/2026 a 01/01/2027 já tinha 34% de ocupação reservada, contra 20,2% no mesmo momento do ano anterior; naquele ano, o período fechou com 94,3% de ocupação. O preço mediano anunciado para essas datas é de R$ 1.555. Vale acompanhar se esse ritmo se mantém até as datas de pico.

Fontes e método

✓ Fatos conferidos com a fonte original pela checagem da Redação REVVOS. O trecho “Leitura REVVOS” é interpretação da redação.

Mesa de Dados REVVOSMesa de Dados

Leituras com números oficiais e da base REVVOS: índices, juros, inflação, voos e calendário.

Mais leituras da mesa →

Conversa

Carregando a conversa…