Latam vai operar E195-E2 em 42 rotas e levar voos a Cabo Frio, Macaé, Ji-Paraná e Rondonópolis
Companhia recebeu o primeiro jato da Embraer e prevê até 14 aeronaves entre novembro de 2026 e março de 2027.

- Segundo o Hotelier News, a Latam recebeu seu primeiro E195-E2 e inclui Cabo Frio, Macaé, Ji-Paraná e Rondonópolis em sua malha, que chegará a 67 destinos no Brasil.
- Os voos para Rondonópolis, Ji-Paraná e Cabo Frio começam em dezembro de 2026, e os de Macaé, em fevereiro de 2027. Uma segunda leva de rotas deve ser anunciada no final de novembro, e uma terceira está prevista para fevereiro de 2027.
A Latam recebeu hoje (8), em São José dos Campos (SP), seu primeiro jato E195-E2, da Embraer. De acordo com o Hotelier News, a companhia vai usar o modelo para ampliar a malha e chegar a 67 destinos no Brasil.
Na etapa inicial, até 14 aeronaves serão incorporadas de forma gradual entre novembro de 2026 e março de 2027. Elas vão operar em 42 rotas. Nem todas são novas: o plano combina ligações inéditas, mais frequências e troca de equipamentos em operações que já existem.
Quatro cidades entram pela primeira vez na malha da Latam. Segundo a publicação, as ligações de Guarulhos com Rondonópolis (MT), Ji-Paraná (RO) e Cabo Frio (RJ) estão previstas para dezembro de 2026, com sete, quatro e quatro voos semanais, respectivamente. Macaé (RJ) terá três frequências semanais a partir de fevereiro de 2027. A estreia da Latam nesses locais não significa que não haja atendimento de outras empresas.
Também estão confirmadas as conexões entre Brasília e Ribeirão Preto, Curitiba e Londrina, Curitiba e Cuiabá, e Porto Alegre e Viracopos. A programação inclui ainda mais voos em ligações já operadas, como Guarulhos–Palmas, Guarulhos–Uberlândia e Guarulhos–Cascavel.
Jerome Cadier, diretor-presidente da Latam Brasil, afirmou que espera anunciar uma segunda leva de rotas no final de novembro. Uma terceira está prevista para fevereiro de 2027 e poderá incluir ligações com outros países da América do Sul, segundo reportagem da Reuters publicada pelo UOL.
O tema foi discutido em setembro no Hotel Trends Conference, evento do Hotelier News e da Noctua Advisory. Cadier participou de painel com Mateus Pongeluppi, da GOL, e Vagner Ricardo, da Embraer. Ricardo disse que mais da metade das decolagens domésticas se concentra em seis aeroportos. Para ele, "se imaginarmos novas rotas, ainda que para destinos consolidados, vai aumentar consideravelmente a demanda".
Segundo o Hotelier News, o impacto na ocupação dependerá do perfil dos passageiros e do motivo da viagem. Lazer, negócios, eventos e visitas a familiares geram demandas diferentes de hospedagem. Horários e frequências também pesam: voos que favorecem o fim de semana tendem a estimular estadias de lazer, e deslocamentos sem pernoite não geram diárias.
A matéria trata do efeito sobre a hotelaria, mas a lógica vale para quem opera imóveis de temporada nas cidades que ganham voos. Para esse anfitrião, vale acompanhar se as rotas anunciadas viram operação regular e observar de onde vêm os hóspedes e quanto tempo ficam, antes de mudar preço, calendário ou investimento.
Rota anunciada indica possibilidade. Fluxo recorrente de passageiros é o dado mais sólido para decidir sobre reforma, ampliação ou compra de novos imóveis nesses mercados.
- Hotelier News — notícia original
- Imagem: Newton paz peres / Wikimedia Commons — CC BY-SA 3.0
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